Bombshell
O termo bombshell é um precursor do termo “símbolo sexual” (sexy symbol), usado para descrever mulheres populares consideradas muito atraentes.[1][2] O Online Etymology Dictionary, de Douglas Harper, registra o uso do termo com esse significado desde 1942. Bombshell tem uma história ainda mais longa em seu outro sentido figurado, mais geral, de algo “impactante, chocante ou devastador”, em uso desde 1860.[3]
História
[editar | editar código]A primeira mulher a ser conhecida como bombshell foi Jean Harlow, que recebeu o apelido de “loira bombástica” por seu filme Platinum Blonde (1931).[4][5][6][7] Dois anos depois, ela estrelou o filme da Metro-Goldwyn-Mayer Bombshell (1933).[4] Um dos textos promocionais nos cartazes dizia: “A encantadora, exuberante e exótica Jean Harlow como a Loira Bombástica do cinema”.[8]
Hollywood logo adotou o arquétipo da loira bombástica e, do final da década de 1940 até o início da década de 1960, versões morenas, exóticas e étnicas (como Carmen Miranda,[9] Jane Russell, Dorothy Dandridge e Sophia Loren) também passaram a ser promovidas, seja como complemento ou como variações da loira bombástica.[10]
Algumas das estrelas de cinema — principalmente entre as décadas de 1940 e 1960 — que foram chamadas de bombshells incluem Marilyn Monroe, Rita Hayworth,[11] Diana Dors,[12] Jayne Mansfield, Mamie Van Doren,[13] Jane Russell, Ava Gardner, Carroll Baker, Brigitte Bardot,[14] Kim Novak, Julie Christie, Sophia Loren, Elizabeth Taylor, Ann-Margret, Hind Rostom, Veronica Lake, Raquel Welch, Ursula Andress,[15][16] Marlene Dietrich, Carmen Miranda,[17] Betty Grable, Marie Wilson, Judy Holliday, Lana Turner, Dorothy Dandridge, Barbara Eden, Goldie Hawn, Claudia Cardinale, Anita Ekberg[18] e Gina Lollobrigida.
O uso do termo cresceu fortemente em popularidade após a morte de Marilyn Monroe, em 1962, e entrou em declínio no final da década de 1960 devido ao surgimento de conflitos ideológicos.[15]
Estereótipo
[editar | editar código]As bombshells são associadas à hipersexualização, às curvas do corpo — incluindo a silhueta em formato de ampulheta e seios volumosos —, ao apelo sexual, a personalidades maiores que a vida real ou a um estilo de vida hedonista,[15] além de estereótipos ligados a mulheres loiras e a supermodelos.[15][10][19]
Ver também
[editar | editar código]Referências
- ↑ «Definition of BOMBSHELL». www.merriam-webster.com
- ↑ «bombshell – Definition of bombshell in English by Oxford Dictionaries». Oxford Dictionaries – English. Cópia arquivada em 3 de agosto de 2013
- ↑ «Bombshell». Dictionary.reference.com. Consultado em 31 de dezembro de 2025
- ↑ a b Jordan, Jessica Hope (2009), The Sex Goddess in American Film, 1930–1965: Jean Harlow, Mae West, Lana Turner, and Jayne Mansfield, ISBN 978-1-60497-663-2, Cambria Press, p. 213
- ↑ Bombshell: The Life and Death of Jean Harlow de David Stenn, página 151, 162
- ↑ The Guide to United States Popular Culture, 2001, ISBN 0-87972-821-3, p. 922
- ↑ Grant David McCracken."Marilyn Monroe, the Inventor of Blondeness", Culture And Consumption II: Markets, Meaning, And Brand Management, página 93, Indiana University Press, 2005, ISBN 978-0-253-34566-0
- ↑ Richard Havers, Richard Evans, Marilyn, 2010, ISBN 1-84912-026-9, p. 16.
- ↑ Carmen Miranda: Samba in Technicolor. The National WWII Museum. Consultado em 31 de dezembro de 2025
- ↑ a b Katie King and Debra Walker King, Body Politics and the Fictional Double, página 157, Indiana University Press, 2000, ISBN 978-0-253-10832-6
- ↑ Callahan, Dan (17 de outubro de 2018). «Get To Know Rita Hayworth, The Reluctant Bombshell». Nylon (em inglês). Consultado em 31 de dezembro de 2025 Nylon Magazine
- ↑ Rozen, Leah. «The British Marilyn: Blonde Bombshell Diana Dors». BBC America (em inglês). Consultado em 31 de dezembro de 2025
- ↑ Nolasco, Stephanie (27 de fevereiro de 2020). «'50s sex symbol Mamie Van Doren on leaving Hollywood after Marilyn Monroe's death: 'There were a lot of drugs'». Fox News (em inglês). Consultado em 31 de dezembro de 2025
- ↑ «Brigitte Bardot's Best Bombshell Moments at the Cannes Film Festival». W Magazine | Women's Fashion & Celebrity News (em inglês). 16 de maio de 2017. Consultado em 16 de setembro de 2020
- ↑ a b c d Stephanie Ann Smith (1 de janeiro de 2006). Household words: bloomers, sucker, bombshell, scab, nigger, cyber. [S.l.]: U of Minnesota Press. p. 74. ISBN 978-0-8166-4553-4. Consultado em 13 de setembro de 2011
- ↑ Harry M. Benshoff e Sean Griffin, America on Film: Representing Race, Class, Gender, and Sexuality at the Movies, página 344, John Wiley & Sons, 2011, ISBN 978-1-4443-5759-2
- ↑ Rio de Janeiro tries to make up with Carmen Miranda. EL PAÍS English. Consultado em 31 de dezembro de 2025
- ↑ The Old-School Beauty Of Anita Ekberg, The Roosevelts, consultado em 11 de janeiro de 2015, cópia arquivada em 18 de janeiro de 2015
- ↑ Afshan Jafar and Erynn Masi de Casanova (edited), Global Beauty, Local Bodies, página 73, Palgrave Macmillan, 2013, ISBN 9781137365347