Capacitance Electronic Disc
Um CED exposto | |
| Tipo de mídia | Disco de vídeo analógico |
|---|---|
| Codificação | NTSC, PAL |
| Capacidade | ~60 minutos por lado |
| Mecanismo de leitura | Agulha de diamante |
| Desenvolvido por | Radio Corporation of America em 1981 |
| Descontinuado | 1986 |
O Capacitance Electronic Disc (CED) foi um formato de disco de vídeo doméstico, desenvolvido pela Radio Corporation of America (RCA), lançado no mercado em 1981. Conhecido pelo nome comercial SelectaVision VideoDisc, o sistema foi concebido para ser uma alternativa de baixo custo para o consumo de filmes em casa, mas acabou falhando devido à competição direta com os formatos de fita de vídeo (como o VHS) e outras tecnologias de disco (como o LaserDisc).
História e Desenvolvimento
[editar | editar código]
O conceito do CED começou a ser pesquisado pela RCA já em 1964. O objetivo era criar um formato de vídeo que pudesse ser lido por uma agulha, de forma similar aos discos de vinil de áudio, mas com a capacidade de armazenar uma enorme quantidade de dados de vídeo. A tecnologia por trás do CED era revolucionária: a agulha de diamante, em vez de ler vibrações mecânicas, detectava as variações eletrónicas de capacitância nos sulcos microscópicos do disco. Essas variações eram então traduzidas em sinais de vídeo e áudio.
No entanto, o desenvolvimento do sistema foi marcado por uma série de atrasos. Dificuldades técnicas e conflitos internos na RCA estenderam o projeto por 17 anos. Quando finalmente foi lançado, em 1981, o mercado de entretenimento doméstico já tinha sido transformado pela popularidade crescente dos videocassetes VHS.
Características Técnicas e Funcionalidades
[editar | editar código]O CED era um disco de vinil de 12 polegadas, encapsulado numa cartela plástica protetora. Para reproduzir o disco, o usuário inseria a cartela no reprodutor SelectaVision, que automaticamente puxava o disco para dentro e retirava a cartela. Isso protegia o disco da poeira e de impressões digitais, evitando o desgaste do material.
A agulha de diamante era a parte central da tecnologia. Ela funcionava como um sensor eletrônico que "sentia" as mudanças de capacitância nos sulcos, que representavam os dados do vídeo. A tecnologia do CED, embora analógica, oferecia uma qualidade de imagem comparável à do VHS.
Uma das principais desvantagens do formato era sua capacidade. Os discos de filme tinham cerca de 60 minutos de vídeo por lado. Isso significava que a maioria dos filmes de longa-metragem exigia que o usuário virasse o disco no meio da exibição, uma interrupção que ia contra a conveniência do VHS, que podia armazenar filmes inteiros em uma única fita.
O Fracasso Comercial
[editar | editar código]O CED foi descontinuado em 1986, apenas cinco anos após o seu lançamento. Seu fracasso comercial é atribuído a uma série de fatores:
- Concorrência do VHS: O formato VHS, lançado em 1976, tinha uma vantagem crucial: a capacidade de gravar. Isso permitia que os consumidores não apenas assistissem a filmes, mas também gravassem programas de TV. O CED era um formato apenas de leitura, incapaz de competir com essa funcionalidade.
- Atraso no Lançamento: A RCA levou quase duas décadas para desenvolver e lançar o CED. Quando chegou ao mercado, a tecnologia já era vista como obsoleta.
- Limitações do Formato: A necessidade de virar o disco para continuar a assistir ao filme e o desgaste da agulha com o uso eram desvantagens significativas em comparação com o formato de fita.
Apesar do seu fracasso comercial, o CED é lembrado como uma importante tentativa de inovar no mercado de vídeo doméstico e um marco na história da RCA.