Cellnex Telecom
| Cellnex Telecom | |
|---|---|
| Sociedade anónima | |
| Fundação | 2015 |
| Sede | Madrid e Barcelona |
| Website | cellnex |
A Cellnex Telecom é uma empresa espanhola de infraestruturas e serviços de telecomunicações sem fios, com até 135.000 locais — incluindo expansões previstas até 2030 — em toda a Europa. A sua atividade divide-se em quatro áreas principais: serviços para infraestruturas de telecomunicações; redes de radiodifusão audiovisual; serviços de redes de segurança e emergência; e soluções para a gestão inteligente de infraestruturas e serviços urbanos (cidades inteligentes e internet das coisas).
Marco Patuano é o CEO desde a Assembleia Geral de Acionistas realizada em junho de 2023, que ratificou a sua nomeação. Ele sucede a Tobias Martinez, que liderou a empresa durante o seu significativo crescimento e expansão desde a sua entrada em bolsa em 2015.[1]
Anne Bouverot é a Presidente não executiva da empresa desde março de 2023.[2] Foi administradora independente da Cellnex desde maio de 2018 e também membro da Comissão de Auditoria e Gestão de Riscos.
A sede legal da empresa está localizada nos escritórios da Calle Juan Esplandiú, em Madrid, desde outubro de 2017, devido à crise constitucional espanhola de 2017–2018. No entanto, a maioria dos seus colaboradores continua em Barcelona e o conselho de administração não descartou a possibilidade de regressar com a sede legal para Barcelona.[3]
A Cellnex Telecom teve receitas de 3.499 milhões de euros em 2022 e um EBITDA de 2.630 milhões de euros. No final de 2022, contava com 3.018 colaboradores.[4][5]
História
[editar | editar código]Em 2000, a Acesa Telecom (depois Abertis Telecom, agora Cellnex) comprou 52% da Tradia e integrou-a. Três anos depois, o negócio audiovisual da Retevisión juntou-se à Abertis Telecom. Em 2005 começou a Televisão Digital Terrestre (TDT) em Espanha, com testes em Madrid, Barcelona, Valência, Saragoça e Gijón. Em 2006, a empresa tornou-se operadora dos sinais de TDT para emissores nacionais. Em 2010 ocorreu o “Apagão Analógico”, após a digitalização completa da rede. Entre 2012 e 2013, comprou mais de 2.500 torres da Telefónica e Yoigo, tornando-se operadora neutra. Em 2014 adquiriu a TowerCo em Itália e lançou a primeira rede IoT em Espanha com tecnologia Sigfox.[6]
Presença na Europa
[editar | editar código]A empresa possui milhares de torres de telemóveis, sendo a primeira operadora independente europeia na gestão de infraestruturas de telecomunicações. A Cellnex Telecom é especializada no lançamento de redes preparadas para a tecnologia 5G, devido à sua presença em doze países europeus: Espanha, Itália, Países Baixos, França, Reino Unido, Suíça, Irlanda, Áustria, Dinamarca, Portugal, Suécia e Polónia.[7]
Referências
- ↑ «Cellnex's CEO Tobias Martinez steps down amid strategy shift». Reuters (em inglês). 11 de janeiro de 2023. Consultado em 28 de setembro de 2023
- ↑ «Anne Bouverot to chair Cellnex». Broadband TV News (em inglês). 28 de março de 2023. Consultado em 28 de setembro de 2023
- ↑ «Cellnex trasladará su sede de Barcelona al Paseo de la Zona Franca en 2021». La Vanguardia (em espanhol). 14 de maio de 2019. Consultado em 28 de agosto de 2020
- ↑ «Investor Relations - Cellnex» (em inglês). 23 de novembro de 2021. Consultado em 28 de setembro de 2023
- ↑ «Cellnex closes 2022 with revenues of EUR 3.5 billion, a growth of 38% - Cellnex» (em inglês). 1 de março de 2023. Consultado em 28 de setembro de 2023
- ↑ Gómez, Rosario G. (29 de março de 2010). «Todo listo para el apagón analógico». El País (em espanhol). ISSN 1134-6582. Consultado em 28 de agosto de 2020
- ↑ «Cellnex Global - Cellnex» (em inglês). 31 de agosto de 2021. Consultado em 28 de setembro de 2023